Ser Luz do Mundo é Defender a Vida

Quando uma mulher vai ter o bebê, usualmente dizemos que ela vai dar a luz. O termo “luz” está bastante ligado à vida. Dar a luz é dar a vida.

Claro, sabemos que não é a mulher que dá a vida ao bebê e essa vida não é dada à criança apenas no parto. Quem dá a vida ao bebê é Deus e essa vida é dada desde o momento da concepção, desde o primeiro instante em que o espermatozoide fecunda o óvulo. A partir daí já existe vida, o ser que está no ventre da mulher já é um ser vivo, já é um ser humano vivo.

Dar a Luz ao Mundo é dar a Vida, é levar a Vida para as pessoas

A mulher, quando vai “dar a luz”, na verdade, ela está trazendo a luz, trazendo a vida para o mundo aqui fora. Ela está expondo a luz para o mundo, a luz que passou 9 meses em seu ventre se fortalecendo, se preparando, ficando cada dia mais brilhante até o momento em que está pronta para ganhar o mundo.

Luz é vida. Cada vida é um foco de luz que precisa brilhar no mundo, no tempo que o Doador da Luz determinar. Se essa luz deve ficar acesa uns minutos ou dezenas de anos, o Doador da Luz quem sabe. Nós não temos esse direito determinar por quanto tempo a luz da vida deve brilhar.

Jesus Nos Chama Para Sermos Luz do Mundo

Quando acendemos uma vela, acendemos de acordo com a nossa necessidade, de acordo com o propósito que definimos para ela. Se ela apaga antes, não cumpre seu propósito e a escuridão toma conta. Jesus nos chama para sermos Luz do Mundo e não para apagarmos as luzes do mundo.

“Vós sois a luz do mundo. Uma cidade situada sobre a montanha não pode ficar escondida. Nem se acende uma lâmpada para coloca-la debaixo da caixa, e sim sobre o candeeiro, onde ela brilha para todos os que estão na casa. Assim também brilhe a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem o vosso Pai que está nos céus.” (Mt 5, 14-16)

Não “se acende uma lâmpada para coloca-la debaixo da caixa, e sim sobre o candeeiro, onde ela brilha para todos”. Não se dá a vida para que ela se limite a alguns poucos dias, para apaga-la e descarta-la como lixo. Cada luz tem seu brilho, cada vida tem seu propósito e é necessário que ele se cumpra para que o mundo seja iluminado.

Defender a Vida É Defender a Liberdade

“O homem se ilude pensando poder apropriar-se da vida e da morte. Uma trágica expressão de tudo isto, encontramo-la na difusão da eutanásia, ora mascarada, ora feita abertamente e até legalizada. Para além do motivo de presunção de compaixão diante da dor do paciente, às vezes pretende-se justificar a eutanásia para evitar despesas improdutivas para a sociedade. Propõe-se, assim, a supressão dos recém-nascidos defeituosos, dos deficientes profundos, dos inválidos, dos idosos, sobretudo quando não autossuficientes, e dos doentes terminais”.

Defender a Vida é Defender a Liberdade

Esse trecho extraído do “Hora da Vida”, página 38, faz referência ao nº15 da do Evangelium Vitae (EV), uma carta encíclica de São João Paulo II em 1995, quando Papa.

Em 1995 o Santo já alertava para o que está acontecendo no mundo e chama a nós católicos para combatermos o mal, nessa luta duríssima entre o bem e o mal, entre a vida e a morte, entre a Cultura da Vida e a Cultura da Morte, entre os Filhos de Deus e os filhos de satanás.

“Esse horizonte de luzes e sombras deve tornar-nos, a todos, plenamente conscientes de que nos encontramos perante um combate gigantesco e dramático entre o mal e o bem, a morte e a vida, a cultura da morte e a cultura da vida. Encontramo-nos não só diante, mas necessariamente no meio de tal conflito: todos estamos implicados e tomamos parte nele, com a responsabilidade iniludível de decidir incondicionalmente a favor da vida” (EV28)

São João Paulo II ainda nos alerta para a perda da verdadeira liberdade quando o homem começa a reivindicar para si decisões que são de Deus, quando o homem quer usurpar o lugar de Deus e até mesmo expulsá-Lo de todos os cantos do mundo.

“Reivindicar o direito ao aborto, ao infanticídio, à eutanásia, e reconhece-lo legalmente, equivale a atribuir a liberdade humana um significado perverso e iníquo: o significado de um poder absoluto sobre os outros e contra os outros. É a morte da verdadeira liberdade” (EV20).

Quem nos diz isso é um homem de Deus que hoje é está nos altares dos Santos Canonizados, que é reconhecida a sua Santidade e que, em vida, na Polônia, conheceu a face autoritária, totalitária e arbitrária do Nazismo e do Socialismo, e a perda das liberdades mais básicas que as pessoas tiveram sob tais regimes. E vale recordar que ambos regimes eram adeptos de tais práticas contra a vida, fora outras como execuções sumárias, campos de concentração, fazer humanos de cobaias em experimentos e tantas outras práticas diabólicas.

Sejamos Luz do Mundo, Defendamos a Vida

Então, meu irmão ou minha irmã, Jesus nos chama para sermos luz, para levarmos a vida para as pessoas. Nos chama para a liberdade, para a vida plena. Foi para a Liberdade que Cristo nos Libertou, foi para termos vida que Ele morreu na cruz e ressuscitou.

Sejamos luz, Instrumento de Vida, de Liberdade. Levemos a Vida. Não sejamos marionetes da cultura da morte que sai apagando as luzes, ceifando vidas e tolhendo liberdade. Atender ao chamado de Jesus para Ser Luz do Mundo é Defender a Vida.

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