Dia 08 – A Alegria Completa Só Existe em Jesus Cristo

“São Miguel Arcanjo, incansável defensor contra o inimigo, socorrei nossa alma, que anda trite e abatida, e ajudai-nos a encontrar repouso somente no Senhor, o Pai das Misericórdias e Deus de toda consolação. Amém!”

(Fonte: Quaresma de São Miguel Arcanjo 2020 – Ed. Paulus)

Estamos num Vale de Lágrimas, no mundo que rejeita os nossos valores e tenta empurrar goela abaixo os valores mundanos, passageiros e que nos deixa cada vez mais sedentos (e frustrados) em vez de nos saciarmos.

Tudo que existe no mundo, conforme já nos alertou São João em sua Primeira Carta é:

“Porque tudo que há no mundo – o desejo da carne, o desejo dos olhos e a ostentação da riqueza – não vem do pai, mas do mundo.” (1Jo 2,16).

Sendo tudo isso passageiro e nos afastando do amor do Pai que se reflete no Filho pelo Espírito Santo.

Só permanece no Pai aquele que cumpre seus mandamentos. Somente o amor de Deus é capaz de nos preencher, de nos saciar e nos dar a verdadeira alegria que é eterna, que não passa (cf 1Jo 2,17).

Quando cometemos o pecado, nos afastamos do amor do Pai, não porque Ele se afasta de nós ou nos rejeita, mas nós mesmos não conseguimos suportar a Sua presença, pois mexe em nossas feridas abertas que o pecado faz.

No mundo, quando ofendemos muito uma pessoa, temos, digamos, vergonha de encará-la novamente, não é? Uma traição, por exemplo, faz a gente mudar o nosso comportamento com a pessoa traída, mesmo que ela não saiba da nossa traição. No mínimo ficamos com receio de a pessoa descobrir e, se a amamos, o medo de machucá-la ainda piora a situação.

Agora, imagine isso tudo com Deus. Deus que tudo sabe, que conhece o mais profundo do nosso ser, muito mais que nós mesmos! O pecado, por menor que seja, é uma traição que fazemos a um Deus que só nos faz bem, que nos ama incondicionalmente. Daí vem uma das fontes da tristeza…

Até mesmo quando ficamos entristecidos  por causa de nossas paixões frustradas, por nossas expectativas não atendidas, por as coisas não terem acontecido exatamente como desejávamos, tem uma centelha de traição a Deus (pecado). Nestes casos, será que não estamos nos colocando acima do Altíssimo, nos opondo a Sua Soberana Vontade que sempre está voltada para o nosso bem, o nosso melhor?

No mundo, que bom pai não ficaria extremamente magoado ao ver seu filho muito amado se machucando, se destruindo, se perdendo? Este filho poderia ter a verdadeira alegria se afastando do amor deste pai?

Situações deste tipo nos remete diretamente à famosa Parábola do Filho Pródigo:

“Um homem tinha dois filhos. O filho mais novo disse ao pai: ‘Pai, dá-me a parte da herança que me cabe’. E o pai dividiu os bens entre eles. Poucos dias depois, o filho mais novo juntou o que era seu, partiu para um lugar distante e ali esbanjou numa vida desenfreada tudo que possuía. Depois de gastar tudo, chegou uma grande fome àquela região, e ele começou a passar necessidade. Então, foi pedir trabalho a um dos cidadãos do lugar, que o mandou a seu campo guardar porcos. Ele queria matar a fome com a comida dos porcos, mas nem isso olhe davam. Então ele caiu em si e disse: ‘Quantos dos empregados do meu pai têm pão com fartura, e eu aqui, morrendo de fome. Vou partir e voltar para o meu pai, e dizer-lhe: ‘Pai, pequei contra o Céu e contra ti; já não sou digno de ser chamado teu filho. Trata-me como um dos teus empregados’.” (Lc 15, 11-19).

Tudo que é do mundo se gasta, é passageiro, por mais abundância que se tenha de algo material. Na parábola, quando acabaram os bens materiais, veio à fome naquela região que podemos entender que acabando os bens materiais, já sem o amor, o filho mais novo começou a sentir falta da verdadeira alegria que é o amor. Teve uma grande fome na sua região, ele estava faminto… de amor…

Fomos feitos para o eterno, para o imaterial, e somente o amor nos preenche verdadeiramente. O jovem não se saciava, tanto que fritou toda a herança numa vida desregrada. Quando acabou tudo se deu conta que somente o amor do Pai é verdadeiro alimento e que ele estava faminto deste amor que até os empregados que estavam juntos do Pai tinha em abundância e ele como filho rejeitou.

Então, se estamos tristes por alguma razão, recorramos à verdadeira fonte de alegria. Corramos para os braços do Pai. Seja lá qual for o motivo do nosso abatimento, permanecendo no Amor do Pai, ou seja, em Cristo Jesus, podemos repousar e aliviar as nossas dores.

É uma promessa do próprio Jesus:

“Vinde a mim, todos os que estais cansado e carregados de fardos, e eu vos darei descanso. Tomai sobre vós o meu jugo e aprendei de mim, porque sou manso e humilde de coração, e encontrareis descanso para vós, pois meu jugo é suave e o meu fardo é leve”. (Mt 11, 28-30)

Todas as coisas foram dadas a Jesus e ninguém conhece o Pai senão por Jesus (cf Mt 11,27). Foi em Jesus que o Pai colocou todo o seu agrado e mandou a gente segui-lo, escutá-lo (cf Mt 17,5).

Permaneçamos em Cristo, em seu amor, guardando o seus mandamentos e assim teremos a verdadeira e completa alegria!

“Como meu Pai me amou, assim também vos amei. Permanecei no meu amor. Se guardardes os meus mandamentos, permanecereis no meu amor, assim como eu tenho guardado os mandamentos de meu Pai e permaneço no seu amor. Eu vos disse isso, para que a minha alegria esteja em vós, e a vossa alegria seja completa”. (Jo 15, 9-11)

São Miguel Arcanjo, defendei-nos no combate e nos ajude a vivermos na Alegria Completa que Só Existe em Jesus Cristo.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.