As Máximas de Jesus: Oposição aos Mandamentos do Mundo

“Bem-aventurados os que têm um coração de pobre,
porque deles é o Reino dos Céus!
Bem-aventurados os que choram,
porque serão consolados!
Bem-aventurados os mansos,
porque possuirão a terra!
Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça,
porque serão saciados!” (Mt 5, 3-6).

Após vermos os Mandamentos do Mundo, como eles são nocivos para nós e, também, qual o remédio para não cairmos em tentações mundanas, vamos agora olhar para as Máximas de Jesus Cristo, Nosso Senhor, Nosso Redentor.

As Máximas de Jesus são o oposto das Máximas do Mundo. Quando decidimos pela verdadeira felicidade, pela Eternidade, temos que ter o firme propósito de nutrirmos um sentimento de horror ao espírito diabólico do mundo e nos afastarmos ao máximo de tudo que possa nos atrair a ele (o mundo). Em oposição ao mundo, o Espírito de Jesus é de pobreza, doçura, fome e sede de Santidade.

Jesus nos ensina, abundantemente e detalhadamente, no Sermão da Montanha (Mt 5), o que de fato é ser “Bem Aventurados”, ou seja felizes, e gozarmos um pouquinho, ainda neste mundo, da Felicidade. A Santíssima Virgem é a Bem Aventurada por excelência. Santa Isabel, cheia do Espírito Santo, diz a razão de a Santíssima Virgem Maria ser Bem Aventurada que extrapola os séculos: Porque Maria acreditou e nunca deixou de acreditar.

BEM AVENTURADOS SÃO OS POBRES DE ESPÍRITO

Uma grande virtude, que por sinal o mundo busca combater com grande ferocidade, é a Pobreza. Pobreza não é miséria, bom deixar isso muito claro. Pobreza é não estar apegado às coisas do mundo, já Miséria é passar necessidades básicas, não ter acesso ao mínimo para ter uma vida saudável e digna.

Ter a virtude da Pobreza é não procurar os bens deste mundo senão na medida em que eles são necessários e úteis para o pleno cumprimento dos nossos deveres e para nos aproximarmos de Deus. É perfeitamente possível ter muitas “posses”, ter bens em abundância e ser virtuosamente pobre. Embora seja difícil (cf Mt 19, 24) é perfeitamente possível e na história não falta exemplo de reis e rainhas que se santificaram através das riquezas, colocando seu “poder” a disposição de Deus.

Como ser rico e ter a virtude da pobreza? Colocando tudo que temos a disposição de Deus e não a disposição dos homens. Usar os bens para fazer o bem, como os já mencionados reis e rainhas que se santificaram com suas riquezas. Quando nos consagramos a Nossa Senhora, nós fazemos isso. Tudo que é nosso, até nós mesmos, entregamos nas mãos da Virgem Santíssima. Assim, qualquer uso que formos fazer dos nossos bens, vamos refletir muito se tal uso vai deixar nossa Mãe Santíssima satisfeita. Fazendo essa entrega de forma plena e sincera, nos fazemos verdadeiramente pobres de espírito.

BEM AVENTURADOS OS MANSOS E QUE DESEJAM A JUSTIÇA

Os Santos são mansos e também são chamados de “justos”, conforme podemos ver nas Sagradas Escrituras. Ser manso é deixar o egoísmo de lado e nos deixar devorar pelo Espírito Santo, é nos deixar consumir por amor a Deus e ao próximo. Ser manso é ter paciência nas adversidades e sempre fazer o bem, visando mais o bem ao próximo do que de si mesmo. Ser manso é não invejar as coisas dos outros se achando injustiçado por não poder ter também. Ser manso é acatar certas injustiças conosco visando o bem do próximo.

Ser manso (e justo) é chorar primeiramente os próprios pecados, as nossas ofensas a Deus, o nosso egoísmo, a nossa omissão diante de injustiças com o próximo. Ser manso é aceitar as contrariedades e nos aproveitarmos delas para crescer na santidade, reconhecendo que, por causa dos nossos pecados, há tantas injustiças no mundo e que precisamos oferecer tudo que passamos em sacrifício para o bem, para a reparação das ofensas a Deus e conversão do mundo.

NOSSA ENTREGA A VIRGEM MARIA AMANSA O NOSSO CORAÇÃO

Nos consagrando à Maria, entregamos todo o nosso ser a Ela. Dependemos inteiramente Dela. Ela é a Senhora do nosso ser e agir (aumentando, em nós, o senhorio de Jesus, nunca diminuindo). Assim, deixamo-nos a nós mesmos de lado e nos tornamos mansos, maleáveis, como o barro molhado nas mãos do oleiro.

Entreguemo-nos a Maria! Façamo-nos escravos Dela! Ela é Nossa Mãe. Sendo mansos e dóceis em suas mãos, estaremos dóceis a ação do Espírito Santo que age em nosso favor e em favor do mundo.

 

 

 

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