Como Não Seguir os Mandamentos do Mundo que São Contrários a Cristo

“Se fôsseis do mundo, o mundo amaria o que é seu;
ora, porque não sois do mundo, mas eu vos escolhi do mundo,
por isso o mundo vos odeia.” (Jo 15, 19).

Nós, que amamos a Cristo e fomos escolhidos por Ele, estamos no mundo, mas não somos do mundo. Nós somos do Céu e é para lá que devemos fitar nossos olhos, para unidos a Cristo estamos na Eternidade, na Glória de Deus. Se somos amados e estimados pelo mundo, isso deve nos acender uma luz de alerta para onde estamos direcionando nossa vida, para qual o caminho que estamos trilhando.

Cristo veio para contrariar o que é do mundo. Quando falo “do mundo”, não falo da criação em si, pois Deus criou tudo “muito bom”, mas da corrupção semeada na criação, deturpando-a, desorientando-a.

O mundo é altamente sedutor e, de fato, os mundanos não cansam de nos tentar a seguir as Máximas do  Mundo, que são contrárias a Cristo. Basta sermos um pouquinho honestos com nós mesmos para percebermos como facilmente nos deixamos envolver. E sempre buscamos justificativas para continuarmos agindo como “publicanos”, como os “pagãos” (cf. Mt 5, 38-48).

As Máximas do Mundo sempre vão nos arrastar para uma vida hipócrita, uma vida de aparência, pois sempre vamos querer mostrar sermos o que não somos, para nos alinharmos ao mundo e sermos bem aceito pelos que são dele. Os Mandamentos do Mundo sempre vão nos tentar para inflarmos o nosso “ego”, sempre vão incitar nosso desejo de sermos estimados, elogiados. Claro, sempre nos fazendo seguir alguma coisa contrária aos ensinamentos de Jesus Cristo, fazendo-nos acreditar que não precisamos ser tão “radicais”, usando expressões como “para que tudo isso?” ou “Deus conhece o seu coração e é amor”, deturpando o seu real sentido, o sentido ensinado por Cristo e transmitido pela Santa Igreja Católica.

OS MANDAMENTOS DO MUNDO

O mundo, ou “todo mundo”, vai nos incitar a sermos “maneiros”, “nem frio e nem quente”, sermos moderados. O mundo sempre vai tentar de nós um (falso)equilíbrio sob o pretexto de não sermos “radicais”, “alienados”, “intolerantes”. Fatalmente, não sermos tudo isso DA MANEIRA QUE ELES PREGAM (e não no real sentido católico), é trair a Cristo, é abrirmos mão da “radicalidade do Evangelho” e cedermos a tirania relativista do mundo, onde tudo se pode, tudo é tolerado, menos o seguir estritamente os ensinamentos de Jesus Cristo.

“Todo mundo” vai olhar muito mais para o que temos (ou podemos oferecer a todo mundo) do que para o que somos. Isso muitas vezes nos leva a vivermos uma vida que não é nossa, uma vida de aparência, uma vida para “todo mundo”, menos para Deus. Nos contentamos em parecer honestos, mesmo sem sermos e, isso, muitas vezes nos faz colocar o dinheiro acima de tudo, transformando-o em um ídolo (falso deus), pois com dinheiro (que é coisa do mundo) fica mais fácil vivermos uma vida de aparência. Acabamos fazendo coisas que contraria nossos valores, que contraria Deus, para conseguir ter uma “condição de vida” de acordo com o que parece ser aceita pelo mundo.

Essa “ânsia” pelo dinheiro acaba sublimando a nossa capacidade de amar, de realizar atos de caridade, sob o pretexto de “isso é meu, eu suei para conseguir, não é justo eu dar para alguém que não teve esse mérito”. Mas, claro, para quem está muito preocupado com o mundo e pouco preocupado com Deus, o inverso não é verdadeiro. Se conseguirmos algo que não merecemos (a custa dos outros), seremos considerados “espertos”, “inteligentes” e, consequentemente, o que antes era injusto se torna justo e meritório.

Ser “inteligente”, “esperto”, entre outras coisas, é também bajular os que precisamos agradar para ascender, é se relacionar por interesse (ter “bom relacionamento” ou “ser bem relacionado”) para aproveitarmos o brilho daquela “pseudo-estrela” e caso seja necessário contrariar “um pouquinho” ou “por um minutinho” Nosso Senhor Jesus Cristo, assim faremos, usando como desculpa expressões como as já citadas “para que tudo isso?” ou “Deus conhece o seu coração e é amor”.

Não rejeitamos nenhuma “boa relação mundana” para não nos tornarmos radicais. Mas, somos radicais em criticar pessoas devotas, religiosas. Será que é porque diante deles a nossa hipocrisia fica evidenciada e a máscara vai ao chão? Eu não vejo outra explicação para o fato de criticarmos, fazermos chacota e até tentarmos perverter pessoas que estão totalmente voltadas para Deus, somente preocupadas com o que Deus pensa deles.

QUAL A VERDADEIRA INTELIGÊNCIA, SABEDORIA?

Pensar “o mundo da vida da graça, da intimidade com Deus, da renúncia de si mesmo, desprezo dos bens materiais, do critério sobrenatural na apreciação de tudo, da Divina loucura do sofrimento da cruz” (Dom Antônio Maria Alves de Siqueira).

Difícil? Sim, muito! Por causa do Pecado Original estamos muito feridos, com a nossa mentalidade manchada, vemos Deus como um “tirano estraga-prazer”. Mas, Deus em sua infinita bondade e sabendo das nossas limitações, nos revelou um remédio (caminho) para conseguirmos seguir Jesus renegando as “coisas do mundo”: Maria.

Quando nos consagramos pelas mãos de Maria, nos colocamos no cenário da “Apresentação de Jesus no Templo” (4º Mistério Gozoso). Ela vai nos vestir com seu manto materno e nos lapidar para sermos uma melhor “oferenda” para Deus. E, sendo nossa Mãe, vai nos educar com toda paciência e carinho pedindo ao Filhos bênçãos para nós. Mais ou menos como Rebeca fez com Jacó para receber a benção de Isaac.

Maria vai nos mostrar o caminho (o que devemos fazer) e nos ensinar a como imitá-La em tudo e, quando necessário, nos consolar nas dores (principalmente as das quedas) e nos ensinar como mortificarmos nossas paixões ou como ordená-las para Deus.

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