Contraceptivos hormonais provocam abortos, pesquisadores descobrem

 

WASHINGTON, D.C., 29 de março de 2019 – Numa revisão da literatura científica disponível, três médicos pesquisadores encontraram evidências de que anticoncepcionais hormonais estão provocando abortos prematuros de crianças concebidas.

Os pesquisadores Donna Harrison, Cara Buskmiller e Monique Chireau publicaram “Revisão Sistemática da Atividade Ovariana e Possibilidade de Formação e Perda do Embrião durante o Uso do Contraceptivo Hormonal” no Linacre Quarterly de janeiro de 2019, uma publicação da Catholic Medical Association. Tendo examinado documentos científicos datados de 1990 que estudavam o uso do contraceptivo hormonal, eles encontraram evidências de que níveis elevados de estrogênio e progesterona, que circulam quando o ovário produz óvulos, são acompanhados pela concepção de bebês embrionários que morrem.

Num email em resposta ao LifeSiteNews, Dra. Harrison explicou que o estudo mostra que os óvulos são “liberados com maior frequência durante o uso de contraceptivos hormonais do que pensava-se anteriormente”. Ela escreveu que quando os óvulos são liberados durante o uso de contraceptivos hormonais, a progesterona (hormônio necessário para segurar a gravidez) não é produzido muito bem. O contraceptivo hormonal, ela escreveu, interfere na “capacidade da mulher produzir progesterona para manter um embrião humano”. Dra. Harrison, enquanto reconhecia que mais pesquisas são necessárias, expressou preocupação sobre “quantos embriões são produzidos durante o uso de contraceptivos hormonais e o que acontece a esses embriões formados, mas que não vivem o suficiente para confirmar um teste de gravidez positivo no final de um ciclo”.

No resumo do documento, os autores escreveram que devido à progesterona produzida enquanto se toma os anticoncepcionais ser inferior ao normal, e poder então conduzir à perda do embrião, eles recomendam que essa informação deveria ser incluída quando se forma o consentimento de mulheres que estão considerando usar contraceptivos hormonais.

O resumo do documento refere que os autores descobriram que mulheres que usam anticoncepcionais (incluindo a pílula) podem experienciar “ovulação anormal, ou liberação de um óvulo seguido por níveis anormais de hormônios”. E acrescentou “Isso pode aumentar o número de embriões perdidos muito cedo, antes de um teste de gravidez tornar-se positivo. Para mulheres que estão pensando usar contraceptivos hormonais, essa é uma importante informação a se considerar”.

Numa conferência a respeito do ensinamento Católico sobre a contracepção e o aborto em 2006, a endocrinologista de Toronto, Dra. Maria Kraw descreveu como os contraceptivos hormonais podem de fato servir para por fim à vida de um pequeno ser humano estando no iniciozinho da gravidez. Numa conversa intitulada “Consequências Médicas da Contracepção”, a Dra. Kraw disse que ela se absteve de usar a palavra “contracepção”.

“Isso porque a palavra implica meramente a ‘prevenção da concepção’”, ela disse, enquanto adicionava que doses de hormônios resultam em aborto e outras consequências negativas. Ela notou que o anticoncepcional hormonal trabalha introduzindo estrogênio e progesterona artificiais, de 4 a 10 vezes mais que a quantidade produzida naturalmente pelo corpo. Esses níveis elevados de hormônios, ela disse, induz o cérebro a provocar o fim da ovulação, tendo sido desencadeado por uma gravidez aparente.

Enquanto os anticoncepcionais hormonais podem impedir a concepção pela prevenção da entrada do esperma no colo do útero e então fertilizar óvulos liberados pelos ovários através dos trompas de Falópio, eles também podem impedir a implantação de um embrião. Isso ocorre após um novo ser humano já ter sido concebido, afirmou Kraw, após os hormônios artificiais terem afinado o revestimento uterino. “Então em vez de se agarrar no útero para conseguir alimento e se desenvolver”, ela explicou, “o útero é hostil e o embrião é descartado”. 

 

Postagem original: LifeSiteNews

Tradução: Cleiane Nunes

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