Por que queremos mais do que os anticoncepcionais? – por Julie Martin

Nossa geração tem ouvido tudo sobre as alegrias da contracepção. Não precisamos nos preocupar com gravidez indesejada. Podemos nos assegurar em formar nossas famílias de acordo com um planejamento. Sem falar que a pílula pode ajudar com cólica e até com acne!

Quando eu tinha 17 anos e me preparava para sair da escola, meu médico pediu à minha mãe que deixasse o consultório, a fim de me perguntar algumas questões confidenciais.

“Agora, você precisa entender que ir à escola traz consigo muitas mudanças; você descobrirá coisas novas e terá novas relações. Seria muito sensato usar agora a pílula anticoncepcional. Gostaria que eu te escrevesse uma prescrição?”

Como eu ouvi essas palavras do meu médico, fiquei impressionada com a frequência com que ouvimos falar do anticoncepcional como resposta a muitas coisas…

* “Como corrigimos a taxa de gravidez na adolescência?” – Mais anticoncepcionais!

* “Como reduzimos o número de abortos?” – Mais anticoncepcionais!

* “Como aproveitamos o sexo mesmo se não estamos prontos para contrair matrimônio?” – Você adivinhou… Mais anticoncepcionais!

…Mas e se a contracepção não for o que buscamos em primeiro lugar?

Proponho isso, no lugar…

Nossa geração não está buscando mais anticoncepcionais. Não. – Nós queremos MAIS DO QUE anticoncepcionais.

Aqui estão três razões por que desejamos mais do que promessas vazias que alimentamos através de nossos médicos, da mídia, de nossos amigos e mesmo nossos familiares.

 

  1. A contracepção mata sua capacidade de amar do jeito que Deus ama

Deus planejou o amor entre marido e mulher como um reflexo do amor de Deus pela humanidade.

Quando Deus amou, Ele criou. No princípio, Ele amou, e só então Ele criou os céus e a terra. Ele amou, e então criou o homem sendo Sua imagem.

O amor não pode permanecer como uma tensão dentro de uma pessoa, mas deve ser expresso externamente.

Na relação sexual, esse amor flui para fora com a possibilidade de dar VIDA a outro ser humano! Quando usamos contraceptivos, viramos as costas para a capacidade que Deus nos deu de participar de Seu amor criador.

 

  1. A contracepção nos cega aos compromissos

Quando perguntaram há quanto tempo um casal deveria estar junto antes de ter relações sexuais, a Cosmopolitan britânica disse: “mesmo 3 minutos pode ser suficiente se for a hora certa”. Por que aceitamos essa separação entre o sexo e uma relação compromissada? Simplesmente porque o anticoncepcional tornou fácil buscar o prazer sexual fora da união conjugal que promove um compromisso permanente, necessário para criar os filhos.

Nesse caso, não surpreende que se torne tão comum para casais conviver juntos sem planos de se casar.

Mas é isso que realmente queremos? Quando deixamos alguém conhecer as partes mais íntimas de nós mesmos, quando os deixamos vir tão perto ao ponto de tornarmo-nos uma só carne com eles, não queremos a garantia que eles nos amarão não apenas quando as coisas vão bem, mas também nos momentos difíceis da vida – “na saúde e na doença, nos bons e nos maus momentos, na alegria e na tristeza”?

 

  1. O anticoncepcional é ruim para o corpo da mulher

Você sabia que o anticoncepcional é um cancerígeno do Grupo 1? Que ele aumenta os riscos de câncer de mama, especialmente se ingeridos na juventude? Para um maior aprofundamento a respeito do que o anticoncepcional pode fazer ao seu corpo, veja isso.

A minhas queridas irmãs… Nossos corpos merecem mais do que isso, e já é hora de pararmos de tratar nossa fertilidade como uma doença. É por isso que técnicas de planejamento familiar natural são muito melhores para o corpo da mulher quando procuram esperar para mais ter filhos.

Nosso coração foi feito para o amor puro; o anticoncepcional nos dá uma resposta fácil, uma chance para ter prazer sem um preço.

Mas eu quero mais que isso.

Eu quero algo verdadeiro.

Eu quero um amor que não tem medo do compromisso.

Eu quero um amor que reflete a perfeição, o amor infinito potencializado por Jesus crucificado.

Garotas, não se contentem com menos!

Rezemos por nossa vocação!

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 Julie Martin lidera o “Mustangs for Life” (grupo pró-vida), na Universidade Metodista Meridional, no Texas/EUA. Sua estante está repleta das obras de Santa Teresa Ávila, Scott Hahn, Madre Teresa de Calcutá e Santo Agostinho. 

 

 

Postagem original no blog Chastity Project 

Tradução: Cleiane Nunes

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