CONSAGRAÇÃO: Escolha da Verdadeira Devoção à Santíssima Virgem (2/2)

A Verdadeira Devoção à Santíssima Virgem

“[A Verdadeira Devoção à Santíssima Virgem é]: 1º) interior; 2º) terna; 3º) santa; 4º) constante; 5º) desinteressada.

1º) A Verdadeira Devoção é Interior

A verdadeira devoção à Santíssima Virgem é interior, isto é, parte do espírito e do coração. Vem da estima em que se tem a Santíssima Virgem, da alta ideia que se formou de suas grandezas, e do amor que se lhe consagra.

2º) A Verdadeira Devoção é Terna

É terna, quer dizer, cheia de confiança na Santíssima Virgem, da confiança de um filho em sua mãe. Impele uma alma a recorrer a ela em todas as necessidades do corpo e do espírito, com extremos de simplicidade, de confiança e de ternura; ela implora o auxílio de sua boa Mãe em todo o tempo, em todo lugar, em todas as coisas.

3º) A Verdadeira Devoção é Santa

A verdadeira devoção à Santíssima Virgem é santa: leva uma alma a evitar o pecado e a imitar as virtudes da Santíssima Virgem, principalmente sua humildade profunda, sua contínua oração, sua obediência cega, sua fé viva, sua mortificação universal, sua pureza divina, sua caridade ardente, sua paciência heroica, sua doçura angélica e sua sabedoria divina.

4º) A Verdadeira Devoção é Constante

A verdadeira devoção à Santíssima Virgem em constante, firma uma alma no bem, e ajuda-a a perseverar em suas práticas de devoção. Torna-a corajosa para se opor ao mundo em suas modas e máximas, à carne, em seus aborrecimentos e paixões, e ao demônio, em suas tentações.

5º) A Verdadeira Devoção é Desinteressada

A verdadeira devoção à Virgem Santíssima é, finalmente, desinteressada, leva a alma a buscar não a si mesma, mas somente a Deus em sua Mãe Santíssima. O verdadeiro devoto de Maria não serve a esta augusta Rainha por espírito de lucro e de interesse, nem para seu bem temporal ou eterno, corporal ou espiritual, mas unicamente porque ela merece ser servida, e Deus exclusivamente nela; o verdadeiro devoto não ama a Maria precisamente porque ela lhe faz ou ele espera dela algum bem, mas porque ela é amável.

As Práticas da Verdadeira Devoção à Santíssima Virgem

Há muitas práticas interiores da verdadeira devoção à SS. Virgem. As principais são, abreviadamente, as seguintes:

1º) Honrá-la, como a digna Mãe de Deus, com o culto de hiperdulia, isto é, estima-la e honrá-la sobre todos os outros santos, como obra-prima da graça e a primeira depois de Jesus Cristo, verdadeiro Deus e verdadeiro homem; 2º) Meditar suas virtudes, seus privilégios e seus atos; 3º) Contemplar suas grandezas; 4º) Fazer-lhe atos de amor, de louvor e reconhecimento; 5º) Invocá-la cordialmente; 6º) Oferecer-se e unir-se a ela; 7º) Em todas as ações ter a intenção de agradar-lhe; 8º) Começar, continuar e acabar todas as ações por ela, nela, com ela e para ela, a fim de fazê-las por Jesus Cristo, em Jesus Cristo, com Jesus Cristo e para Jesus Cristo, nosso último fim.

[…]

A verdadeira devoção à Santíssima Virgem tem também muitas práticas exteriores, das quais as principais são: […] ingressar numa das ordens instituídas em sua honra; […] dar esmolas, jejuar e mortificar-se o espírito e o corpo em sua honra; trazer consigo suas insígnias, como o santo rosário ou o terço, o escapulário ou a cadeiazinha; […] ter zelo por suas confrarias, ornar seus altares, coroar e enfeitar suas imagens; […] [Há um…] grande número de devoções praticadas pelos santos em honra da Santíssima Virgem, devoções maravilhosamente úteis para santificar as almas, desde que sejam praticadas como devem, isto é: 1º) Com reta e boa intenção de agradar só a Deus, de unir-se a Jesus Cristo como o nosso fim último, e de edificar o próximo; 2º) com atenção, sem distrações voluntárias; 3º) com devoção, sem precipitação nem negligência; 4º) com modéstia e compostura, em atitude respeitosa e edificante.

[…]

A Prática Perfeita 

Não encontrei nem aprendi outra prática de devoção à Santíssima Virgem semelhante a esta que vou iniciar, que exija de uma alma mais sacrifícios a Deus, que a despoje mais completamente de seu amor-próprio, que a conserve com mais fidelidade na graça e a graça nela, que a una com mais perfeição e facilidade a Jesus Cristo, e, afinal, que seja mais gloriosa para Deus, santificante para a alma e útil ao próximo.

O essencial desta devoção consiste no interior que ela deve formar, e, por este motivo, não será compreendida igualmente por todo o mundo.”

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