CONSAGRAÇÃO: Verdades Fundamentais da Devoção à Santíssima Virgem (3/5)

Devemos Despojar-nos de que há de Mau em Nós

“Nossas melhores ações são ordinariamente manchadas e corrompidas pelo fundo de maldade que há em nós. […] Quando Deus põe no vaso da nossa alma, corrompido pelo pecado original e pelo pecado atual, suas graças e orvalhos celestiais ou o vinho delicioso de seu amor, estes dons divinos ficam ordinariamente estragados ou manchados pelo mau germe e mau fundo que o pecado deixou em nós; nossas ações, até as mais sublimes virtudes, disto se ressentem. É, portanto, de grande importância, para adquirir a perfeição, que só se consegue pela união com Jesus Cristo, despojar-nos de tudo que de mau existe em nós.

[…]

Os pecados atuais que cometemos, sejam mortais ou veniais, perdoados que estejam, aumentam em nós a concupiscência, a fraqueza, a inconstância e a corrupção, deixando os maus traços em nossa alma.

[…]

Toda a nossa herança é orgulho e cegueira no espírito, endurecimento do coração, fraqueza e inconstância na alma, concupiscência, paixões revoltadas e doenças no corpo.

[…]

Depois disto, por que nos admirar de te Nosso Senhor dito que quem quisesse segui-lo devia renunciar a si mesmo e odiar a própria alma; que aquele que amasse sua alma a perderia e quem a odiasse se salvaria? (Jo 12,25).

[…]

Para despojar-nos de nós mesmos, é preciso que todos os dias morramos para nós, isto é,

importa renunciarmos às operações das faculdades da alma e dos sentidos do corpo. […] Se não morrermos a nós mesmos, e se as mais santas devoções não nos levarem a esta morte necessária e fecunda, não produziremos fruto que valha, nossas justiças ficarão manchadas por nosso amor-próprio e nossa própria vontade”.

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